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Novo Lado Escuro da Lua!!!
Vesti-me de bailarina E saí a bailar Na ponta dos pés...
Cheguei No Lado Escuro da Lua Vazio, escuro e frio Agora busco novas caminhadas Neste novo lado!!
Este lado escuro da lua teve seu espaço terminado, então inicio novas caminhadas em um espaço maior: http://noladoescurodalua.blog.uol.com.br
Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 22:04:33
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Homem-E-lefante!!

Eu, animal cativo e dominado Entretive-me ao vê-lo cercado Rodeado por terra, sol e espaços
Este bicho da pólis que aqui escreve Observou, sorriu, mordeu-se Sentiu o amargo de sua espécie O eco - não é - lógico
Aquilo que ele soa, eu emudeço Aquilo que ele sopra, eu engulo
O balançar de suas orelhas Marcação de passos imponentes Evidência da mãe natureza
A pele rugosa e lindamente seca Seu bramir, um grito de dor Um tanto rouco, um tanto distante
Um ser gigantesco e herbívoro Lição de vida e de possibilidade
E se meu olhar encontra o dele Lembranças do solo que não conheci Nos meus lábios grossos Na cor da pele Nem tanto branca nem tanto negra Seca de sol do cerrado
Aquele olho que não esquece Medo do que nunca vi assim Tão perto, tão ameaçador E ainda, sou eu Ínfimo ser, capaz de sua destruição
Seu fim, meu fim, o fim de todos
Sou o domínio A captura do outro lado do mar A captura do outro lado da lente
Seu triste olhar, conquista da minha espécie Grita com horror: Fratricida!
Nada como um "domingo no zoo" para se refletir sobre a matança de irmãos, a matança da grande mãe. Por que somos assim, tão fratricidas? Tão... matricidas?
Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 23:27:12
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Deixo-me sangrar....
Sangro porque sou fera Besta ignóbil diante da injustiça
Sangro porque ainda Enfinge Meu mistério não se desvela
Sangro porque insana bacante Saio a pular e berrar por altos cumes Rodopiando orgias e prazeres Murchando inocências e purezas
Sangro porque a lascívia me acompanha Adivinha cega de mentiras
Sangro porque prefiro ilusões e alucinações A verdades infelizes, secas e estéreis
Sangro porque, estando fertilizada, Carrego no ventre dores agudas
Sangro porque reconheço aflições alheias Batalhas fraternas e remotas
Sangro porque não sendo "machina" Torno-me deusa, sacerdotisa, mãe
Sangro porque vivo, e vivendo, mudo Parto a buscar o toque ao inalcançavel
Sangro porque estou transbordando Embora em muito ainda contida e faltando
Sangro porque é o que sei, é o que sou Quimera, filha de monstros poderosos Forças obscuras, porções inapropriadas
Sangro porque assim como a chuva Também banho a terra Meu sangue é veículo e bem precioso Presente humano aos Deuses
Sangro porque arranco do meu calabouço Entranhas assustadoras Obras do grotesco Labaredas amarelo-avermelhadas e gelo fino em flocos
Sangro porque me atrevo Aceito o desafio de ser fraca Humana, humo - material em decomposição Desafino e desatino
Sangro porque ouso Negar a mim direitos naturais Negar a completude pusilâmine Decido-me a carregar o ônus De preferências inevitáveis In caud venenum "O veneno está na calda"
 Uma Cratera (fonte: http://www.thedeathknight.com/FX/TerragenCrater.html)
Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 11:11:14
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Mentes beligerantes!!
"Nesta noite de segunda-feira, Dois seres beligerantes Num encontro de palavras"
Gérmen apolíneo (de Claudia Sousa Lima)
Sempre semente de Apolo Filha do Sol resplandecente Bruxa profícua de ervas e poções “Μαγικός και ιατρική” Assim sou, porém me desconhecia
Minha Lua, esta Ártemis De corpo em profundas cicatrizes Se reflete no irmão que nunca vê “Μαγικός και ιατρική” Minha escuridão então, é Luz do outro lado do tempo
Do ventre desta leoa surge a Assassina dos seus bens mais queridos Medeia insandecida Cujas negras madeixas escondem terror “Μαγικός και ιατρική” Senhora do oculto, escuro e incógnito
Guardiã do poder Posso, às vezes, embevecida e extasiada Ceder aos lamentos deste coração Que vacila, mas continua negro em profundidade “Μαγικός και ιατρική” Ferida e forte, fraca e lutadora
Dona, feiticeira, curandeira Sangro meus sóis e minhas luas Meus astros e poeiras estelares Sortilégios de uma senhora sobrenatural “Μαγικός και ιατρική”
 Leoa Ferida (Fonte: http://brasil.indymedia.org/pt/blue/2003/04/252148.shtml)
A expressão grega “Μαγικός και ιατρική” significa "Magia e Medicina".
Homo hominis lupus (de Diógenes Lima Neto)
Da minha dor, não tenho palavras. Busca, em si in sana, D'alma, emana em vão Raiva de mundo Não.
Como nunca, grana. Cento, sem ti, vago Na pilhéria, grito, Aos milhares, tons pastéis.
Palrôo, pau rôo, maculo Eu. Cego, castiço, mestiço, submisso. Toma, rombudo, sem lei, Negam tua legis com denodo.
Vulgaris legis, libertas tamen. Ignorante és, e o poder Nega-se a viver, prefere morrer, Morrer a cada dia, e a libertas tamen adias.
Lobos de homens, vociferam nos chafarizes... Senhores do poder, imolam Hominis alados. Quo vadis, ignóbeis senhores? Ao futuro? No por vir, seu legado assombra Simples seres, humilhados e incolores.
Rancor, cor desta plantação. Hominis em dor, belli iminente. Lupus, lobos dementes, gritem, Gritem em vão, o parto é eminente.
Auxílio aos navegantes: Homo hominis lupus: o homem é lobo do próprio homem; Vulgaris legis: lei comum, do povo Quo vadis: aonde ides? Belli: guerra Libertas tamen: liberdade tardia Cor: coração
Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 11:48:58
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Desemparo Agridoce
 (Fonte: www.textospoeticosanna.hpg.ig.com.br)
De ti Sou irmã-órfã A espera, na linha tênue de um fio Enrolado, confuso e inseguro
De ti A esperança da volta Como Penélope atualizada Fabricando meus fios Desfiando evasivas
A saudade me faz ouvir Marina Lima em "Para um Amor no Recife" de Paulinho da Viola:
"A razão porque mando um sorriso E não corro É que andei levando a vida Levando a vida Quase morto"
Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 11:33:08
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Ardendo...
The Dream (O Sonho), Henri Rousseau, 1910.
Febril, febril Senhora que arde Cujos lagos não lhe resumem E oceanos não lhe contém
Fera besta A rodopiar pela floresta Meia-noite, lua íntegra Escuridão que se transpõe Uivos, sibilos e convulsões ardentes
Caldeirão de si mesma Erínia branca Desfiando destinos Tecendo incestos
Febril, fera, mulher Crateras manifestas Partes arrancadas da lua Oferendas em caldo rico, suculento Sacrifícios a Ate
Delírios de miséria Bela, sublime, devastadora Senhora febril Engenho de orthos
Vapores, gases, secreções Dormência e formigamento Grito contido, horror presente Desejo tortamente realizado
Veneno, toxina e antígeno Quimera revisada, fantasia e bruma Mãe de rabos, caldas e chicotes Vários em um original absurdo
Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 13:55:03
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No porão da minha alma...
Não tenho histórias pra contar Minhas palavras saem dos livros Das páginas ora brancas ora amareladas Que tocam e machucam o sentir
Não tenho histórias pra contar Apenas as vivi Temo lembrá-las Para não torná-las vívidas E mais importantes do que o hoje
Me aborrece escrever "como se" Escrever em terceira pessoa, sou aversa Sou permeável ao mundo Mas o olho é só o meu Um dia, talvez, conseguirei comunicar-me, Passar entre e com, poderei comungar
Não sei fazer prosa Preciso de palavras soltas Verbos suados, surrados Esnobam a tal simplicidade Que tento alcançar sem sucesso
Não tenho histórias pra contar Meu livro não se monta Páginas brancas, letras furta-cor Furtam pequeninas incoerências da vida Grandes detalhes de solidão e procura
Não sei fazer palavras novas Por agora, não sei dizer o positivo Me cabe o que é negativo, negado O vazio me acompanha quando acordo E ainda assim, não deixo de sentir o sol E sinto sua ausência
Escrevo alegorias existencialistas Do ser-no-mundo, do estar-em Do estar-entre, do estar-dividido Carrego no pincel a libido que pinga E rio pelo crime cometido
Escrito enquanto leio "Memórias do Subsolo" de Dostoiévski.

Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 17:43:53
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O Grito
O vazio, a falha, a lacuna Só palavras Malditas, mau-ditas, mau-auditas Se as tenho, as sinto, as torno Transformo-as em gritos "Quem grita não mede conseqüências"

Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 13:42:31
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A Curta e Importante Travessia
Ontem andei no outro lado da rua Vi outro ponto Outra margem do asfalto Quente, envelhecido e enrugado
Entre a margem que conheço E a outra há carros mortos Assados de Sol Evidências de modernidade Que não apagam o eterno
Da outra margem empedrada Há árvores Ervas crescem no chão Brilho de pequenas flores brancas ao Sol Dançando ao meu lado, no meu susto do momento
Da outra linha Uma creche antes des-percebida Em frente à minha casa Pequenas crianças, Brinquedos perdidos na areia
Um jovem soprando sua gaita Notas melancólicas e doces A moça parada, esperando Com ar de preocupação Um lenço no pescoço Petit-pois brancas voando em fundo preto
Antes uma mão toca Tronco áspero de árvore Muitos anos, muita casca, muito alimento Ali forma-se uma ladeira O fôlego acaba perto da árvore Amiga, apoio silencioso
O chão, cor de sangue e de seca Quebrado pela distância, pela frieza Da água que aqui não chora mais Que sobe e alcança a escada Dela chego ao meu lar
O chão daqui parece Guardião aposentado de profundezas nas quais Banharam-se outros que agora são áridos Feitos de sol, de pele curtida, de mato seco
Do outro lado vejo o outro lado Conhecido, enfadonho, rico de lembranças As quais o coração não lembra Momentos de domínio do pensamento Ausência da observação do externo Tornado interno Num dia em que decidi atravessar a rua

Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 10:28:15
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Para Decca e Van!!
Eu sei, eu sei Sou uma e sozinha Morrerei só e única Mas não quero viver só Prefiro sentir saudades
Eu sei, eu sei Essa dor, essa desolação Marca da minha humanidade Os dedos no teclado, deslizando Os olhos fechados, escuridão necessária Os dedos deixados a digitar
Eu sei, eu sinto Aquela floresta que me envolve Ah! Embranhar-me na mata E construir uma casa em meio a tudo Ah! Perder a razão e estar certa
Eu sei, eu sofro Não saber o que é ser louco, sendo-o Não saber a mão a estender-se para o amigo Amizade de loucos, estranhamento e medo Confiança em entregar-se a quem nada garante
Os olhos cujas águas lavam o rosto Essa dor no peito, esse apertar do coração Essa trilha indefinida entre o medo e a crença Pintar? Faltam cores Escrever? Faltam palavras Ainda assim, são rotas para caminhos sempre tortuosos
A lógica da não-razão é áspera, dura, volumosa O que é pior não ser um ser respeitado, sendo pobre Ou não ser um ser amado, sendo rico? Há mais humanidade aqui ou ali? O que é pior sofrer por ser consciente Ou sofrer por ser alienado e alienante?
A dor vem do quase Quase alcance Quase entendimento Quase tornar-se entorpecido Pela dor, quase lasciva
Esse medo de atravessar A porta, a rua, o oceano, a atmosfera Visitar a lua, a casa dos cucos Mostrar-se, esconder-se Conhecer, penetrar o território Insalubre, humanidade adoecida E por isto mesmo curada
Do mar de Poseidon Vigorosas e monstruosas ondas Jogam Hipólito nas duras pedras Sua morte, a vergonha A deusa lhe vingará Há caminhos para aquele Que caluniado, mostra a outra face
O mar, as pedras, a fortaleza enfraquecida Mesmo assim, obstinada a ficar de pé A alma, perdida ainda chega e fica Continua no árduo caminho de todos nós E de cada um

Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 12:11:37
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"You make me wanna be a better person"
O coração não deixa esquecer Você passou, sorriu e disse "Oi" Mais dez anos se passaram Você passa e fica, sorri e diz "Te amo"
Sua imaginação, meu fascínio Seu senso de humor, gêmeo do meu Sua impaciência, meu carma Sua bondade, minha palavra de ordem
Sem você, eu não seria eu Com você, ausência e presença Com você, minha humanidade Sem você, nenhuma declaração
Palavras poucas, Contidas, profundamente sentidas Poucos verbos, pouca ação Como escrever um poema sem palavras? Só junto à você E como diria Melvin para Carol: "You make me wanna be a better person"
"Você me faz querer ser uma pessoa melhor" Você que me nega e me mima Você que me abandona para que eu me encontre sozinha Você que me ama e não aceita tudo Você que me canta e canta: "Preta, preta, pretinha"

Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 11:08:09
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Para um céu de Brasília
Neste tardar do dia Perto da noite escura Há um vento invernal Que transpõe as paredes E esfria a casa
Na tarde longa, o sol Se põe longe de casa Aqui, tudo já anoitece A luz artificial auxilia
Da minha casa só o frio Da minha mente, a energia No coração, a emoção Da janela, olhos da minha casa Vejo a abóbada celeste O céu de Brasília é lindo!

Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 16:55:01
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O Lado Escuro da Lua está mudando...
Há muito venho tentando mudar o template do blog, mas só agora consegui fazer algumas pequenas alterações.
Com as férias está dando para voltar a mexer no html, mas como estou muito enferrujada, estou mais naquele esquema de tentativa e erro do que de tentativa e acertos.
Portanto, ainda vou demorar para deixar o blog do meu jeito. Por favor, tenham paciência e aguardem as mudanças.
Decca, brigadinha de montão. Acabei por "roubar" o código do seu blog pra poder alterar o meu. Valeu!
Beijos!!
Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 13:47:51
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Quando o meu gato me falou...
Não sei bem quando foi, mas ainda outro dia me lembrei que o meu gato me falou. É sério!
Numa tarde destas, eu estava em frente ao computador e percebi um vulto passando por trás de mim. Era ele, sentou-se na cadeira ao lado, para me fazer companhia - pelo menos assim eu acredito. Depois de um tempo digitando, notei que ele me olhava, curioso, com aquele olhar de "quero carinho", que só ele sabe fazer. Mas eu me mostrei indiferente, tinha que entregar um trabalho no dia seguinte e não tinha tempo para brincar com o bichano.
Mas ele continuava a me olhar, ali, naquela cadeira ao lado, levantou-se e ficou sentado. Me encarou. Só o percebi pelo canto do olho direito. Eu continuei a digitar e de repente, ele pulou sobre o teclado. Aquilo foi revelador. Eu tentava digitar e só surgiam as 'palavras' que ele digitava com suas lindas patinhas. Meu trabalho? Deu pra salvar, mas ele conseguiu apertar as teclas para fechar o programa. Foi então que me olhou e soltou o miado mais doído que já senti. Era um som rouco, quase sem forças. Ali ele me falou: "Cuida de mim", "Não se esqueça, você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas".
Desde este dia, quando o faço um carinho e digo: "Meu amor, como gostaria que você falasse", rio e me lembro: "Ele já falou". Na verdade, ele já falou tantas vezes e eu o deixei sem respostas que tenho uma dívida enorme com ele, por isto, desculpem-me, mas agora tenho que ouvir o que ele tem para me dizer.

Uma caminhada na lua de Claudia Lima às 14:59:08
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Um contorno para este lado escuro
BRASIL, BRASILIA, Mulher, de 26 a 35 anos, Português, Inglês, Livros, Arte e cultura, Clássicos, Poesia, Wagner, Kandinsky
ICQ - 3841937
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